FUP e sindicatos discutem participação dos petroleiros na paralisação nacional do dia 10 de maio

Na quarta-feira, 04, o Conselho Deliberativo da FUP, formado pela Executiva Nacional da Federação e representantes de todos os sindicatos filiados, reúne-se no Rio de Janeiro para discutir a participação da categoria petroleira no Dia Nacional de Paralisação e Mobilização contra o golpe que as centrais sindicais convocaram para 10 de maio.

Por orientação da FUP, os sindicatos realizaram nas últimas semanas setoriais nas bases operacionais e administrativas do Sistema Petrobrás, alertando os trabalhadores para a gravidade da conjuntura política e as ameaças que pairam sobre a empresa e a categoria diante dos riscos de o país voltar a ser comandado por setores entreguistas e neoliberais.

O dia 10 de maio será a primeira grande paralisação nacional da classe trabalhadora contra a redução de direitos e todo o retrocesso que envolve o arbitrário processo de impeachment da presidente Dilma. A mobilização integra a agenda de lutas das centrais sindicais e movimentos sociais para barrar o golpe e influenciar na votação do Senado, que deve ocorrer entre os dias 11 e 12/05.

Em carta divulgada à população no dia Primeiro de Maio, a Frente Brasil Popular conclama os trabalhadores brasileiros a resistirem ao golpe. O texto reafirma os interesses das forças que tramam o impedimento da presidente Dilma Rousseff e querem também “arrochar salários, anular direitos trabalhistas, desidratar programas sociais, reduzir investimentos públicos, entregar o Pré-sal para corporações estrangeiras, retomar a política de privatizações e defender o monopólio da terra”.

Atos e mobilizações em defesa da democracia, que acontecem nesta e na próxima semana:

5 de maio: Dia Nacional de Luta contra a Globo e o golpismo midiático – Monopólio é golpe!

6 de maio: mobilizações em Brasília no dia da votação do relatório na Comissão do Senado.

9 de maio: Instalação da Frente Parlamentar em defesa dos direitos da classe trabalhadora.

10 de maio: paralisação nacional bancos, fábricas, comércio, protestos em rodovias.

De 10 a 13 de maio: I Marcha Nacional das Mulheres Indígenas em Brasília.

 Carta aos Trabalhadores e Trabalhadoras

A Frente Brasil Popular  que reúne as principais organizações sociais, partidárias e de classe do povo brasileiro, que no último período estiveram na linha de frente do combate ao golpe da direita e o ajuste fiscal, saúda todos os trabalhadores e trabalhadoras neste decisivo primeiro de maio.

Estamos nas ruas e praças de todo o país defender a democracia, repudiar o golpe parlamentar e resistir contra a ofensiva que ameaça seus direitos.

Os senhores da riqueza, da mídia e da corrupção, mais uma vez em nossa história, atropelam a Constituição. Tramam o impedimento da presidente Dilma Rousseff, violando a vontade das urnas, porque esse é o atalho que escolheram para impor sua agenda antipopular, antidemocrática e antinacional.

Seus interesses estão às claras: arrochar salários, anular direitos trabalhistas, desidratar programas sociais, reduzir investimentos públicos, entregar o Pré-sal para corporações estrangeiras, retomar a política de privatizações e defender o monopólio da terra. Além disso, esta agenda levará necessariamente ao aprofundamento do racismo, do machismo e da lgbtfobia.

Não hesitarão na perseguição de seus objetivos, em criminalizar os movimentos populares, os partidos de esquerda e as lideranças progressistas, buscando interditar qualquer alternativa que se oponha ao bloco golpista.

O impeachment, sem qualquer delito de responsabilidade, é apenas o primeiro passo, se vitorioso, para esmagar conquistas de nossa gente e empurrar o país para o retrocesso.

Esta escalada restauradora rompe com a legalidade democrática. As oligarquias, incapazes de retornar à direção do Estado pelo voto popular, recorrem à fraude institucional.

Nossa resposta ao golpismo somente pode ser a continuidade, a ampliação e o aprofundamento da resistência cidadã, até que seja batida a conspiração para depor a presidente legítima dos brasileiros e brasileiras.

A superação da crise política somente será favorável à classe trabalhadora se for construída nas ruas, para assegurarmos à soberania dos eleitores. Isso abrirá caminho para aprofundarmos as reformas estruturais em nosso País, historicamente demandadas pelo povo brasileiro.

As próximas batalhas no Senado serão decisivas para o futuro do país, no embate entre a Constituição e o golpismo, entre a legalidade e a usurpação.

Nesse dia histórico de todos os trabalhadores e trabalhadoras, a Frente Brasil Popular reafirma seu compromisso unitário de luta, chama o povo brasileiro, nesse momento dramático da nação, a cerrar fileiras em defesa de seus direitos e da democracia.

A Frente Brasil Popular denunciará como usurpador e arbitrário qualquer governo, que por ventura venha a assumir, forjado na ruptura da ordem constitucional diante do qual conclamarão todas as forças democráticas ao combate sem trégua.

São Paulo, 1 de maio de 2016

Fonte: FUP, com informações da Frente Brasil Popular