Protestos contra o golpe trancam principais rodovias e mobilizam 15 estados do país

contra o golpe 11-05-16

Convocado pela Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, o Dia Nacional de Paralisações contra o golpe e em defesa dos direitos sociais e trabalhistas começou com grande êxito, mobilizando 15 estados do país, segundo balanço inicial dos organizadores.

Trabalhadores metalúrgicos, dos Correios, petroleiros, rodoviários, operários da construção civil, bancários, comerciários, professores e outras categorias de empresas públicas e privadas realizaram atos de base para dialogar com os trabalhadores sobre os riscos de perdas de direitos em um possível governo Temer.

Nas redes sociais, ativistas digitais usaram a hastag #OcupeTudoContraOGolpe, que ficou em primeiro lugar na relação de assuntos mais comentados no Brasil. O objetivo foi chamar a atenção aqui e no exterior para o golpe em curso no País. O movimento social e sindical dá mais uma vez uma demonstração da resistência ao golpe e à retirada de direitos duramente conquistas.

Pela manhã, avenidas e rodovias das principais cidades foram paralisadas. À tarde, as mobilizações prosseguem, com atos públicos e manifestações em diversos estados do país.

Em Minas Gerais, os movimentos sociais pararam a BR 265, entre Salinas e Montes Claros, e a BR 040.  O ato foi realizado em frente ao trevo de Congonhas durante a madrugada, o que inviabilizou o funcionamento das mineradoras Vale, Ferrous Resources, Gerdau e CSN na região.  Houve bloqueio também na BR 135, próximo a Buenópolis, norte de MG. Os trabalhadores da Liquigás fizeram um ato em frente ao Centro Operativo na sede da empresa em Betim.

Em São Paulo, a Avenida 23 de maio, Ponte da Vila Maria, assim como a rodovia Marginal Tietê, Dutra, Anhanguera, Bandeirantes foram paralisadas. O Centro da capital paulista foi ocupado pelos estudantes.

No Distrito Federal movimentos paralisaram as BRs 020 e 070 no DF.

No Rio de Janeiro, os trabalhadores dos Correios, Bancários e Petroleiros fizeram atos. Um dos principais protestos foi na Refinaria Duque de Caxias.

A BR 324, na entrada e saída de Feira de Santana,ficou ocupada pelos camponeses e camponesas do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) junto a militantes das centrais sindicais. A rodovia Itabuna/Ilheus e a avenida Suburbana no sentido centro de Salvador também ficou fechada. Trabalhadores comerciários fizeram caminhada no centro da capital.

No Piauí, trechos de rodovias federais foram fechados por manifestantes: em Teresina, na BR 316, em Amarante, na BR 343. Em Picos o ponto de concentração foi na BR 316 e 407. Na rua  Rio Branco, centro da Capital, aconteceu a terceira aula sobre democracia.

O Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) paralisaram as vias da Região do Alto Sertão Sergipano e da Região do Baixo São Francisco.

No estado do Amazonas, a BR-174 foi trancada nos dois sentidos na altura da cidade de Presidente Figueiredo.

Em Rondônia, atingidos e atingidas por barragens militantes do MAB também participaram das mobilizações contra o golpe. Em Vargem Grande, no Maranhão, manifestantes ocuparam a BR 222.

Em Suape, em Pernambuco, houve repressão do Batalhão de Polícia de Choque, na BR 101.  A via ficou bloqueada desde às 6h desta terça. Manifestantes saíram em marcha até a frente da fábrica da Vitarela, onde houve uma assembleia com trabalhadores. Na capital, Recife, os metroviários aderiram ao “Dia Nacional de Paralisações” e anunciaram redução da frota de trens, que deve funcionar apenas nos horários de pico.

Foram registrados casos de repressão também em São Paulo e no Espírito Santo.

O transporte público foi impactado pelas mobilizações no Rio Grande do Norte, onde os rodoviários anunciaram que não haveria ônibus em circulação durante todo o dia. No Rio Grande do Norte, os trabalhadores rodoviários também organizaram uma paralisação dos ônibus da capital, Natal, até às 12h, contra a perda de direitos trabalhistas.

Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte também se mobilizaram contra o golpe.

No Sul, ocorreram manifestações no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande de Sul. Em Foz do Iguaçu Movimento Sem-Terra junto com outros movimentos sociais fecharam a Ponte da Amizade e a Universidade Latino-Americana. Na capital, Curitiba, Cerca de duas mil pessoas fizeram abraço simbólico no Banco do Brasil, da Praça Tiradentes, e na Caixa Econômica, na Praça Carlos Gomes. Já no Rio Grande oito rodovias foram fechadas. Em Santa Catarina também aconteceram fechamentos de rodovias.

No Mato Grosso do Sul, mesmo sob forte chuva, os movimentos sociais junto com as centrais sindicais pararam também rodovias antes das 8 da manhã.

Na Paraíba, os ônibus não rodaram nas primeiras horas do dia na capital, João Pessoa. As BRs 101 e 230 foram bloqueadas. Na Bahia, estudantes bloquearam a entrada do campus Ondina da Universidade Federal da Bahia. Pneus foram queimados para garantir a interdição das BRs 101, 324 e 093. Na capital, Salvador, diversos protestos se espalharam pela cidade e houve travamento das avenidas Suburbana e Garibaldi.

Com informações da Frente Brasil Popular