CUT-PE: Mulheres unificam a luta e o discurso contra a Reforma da Previdência

Do site CUT Pernambuco

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Escrito por: Assessoria de Imprensa da CUT-PE • Publicado em: 06/03/2017 – 15:30 

 

Na manhã desta segunda-feira (6), a Câmara de Vereadores do Recife, sob a coordenação da vereadora Marília Arraes (PT) realizou no plenarinho da Casa de José Mariano, uma reunião pública, com objetivo de discutir os impactos da Reforma da Previdência Social na vida das mulheres brasileira. “Estamos num momento importante para realizarmos este debate, considerando que desde o ano passado, com o governo golpista, os trabalhadores vêm perdendo os seus direitos. Na semana dedicada a mulher, decidimos realizar este ato de alerta para conscientização contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 287, que prevê a Reforma da Previdência. Nós, mulheres, somos as mais afetadas por essa iniciativa”, enfatizou a vereadora petista.

A reunião pública contou com centenas de mulheres, lotando o plenarinho, e funcionou com uma atividade de mobilização contra a PEC 287. O presidente da CUT-PE, Carlos Veras e a representante da Executiva Nacional do PT, Viviam Farias estiveram presentes, além de sindicalistas, militantes de diversas entidades dos movimentos sociais, sindicais e feministas que lutam pelos direitos das mulheres. Na mesa de debates, a senadora Fátima Bezerra (PT/RN); a vice-presidenta da CUT, Carmen Foro; a vereadora Ana Lúcia (PRB); a professora da Faculdade de Direito do Recife (UFPE), Liane Cirne Lins; a representante do Fórum de Mulheres de Pernambuco, Mércia Alvez; da Marcha Mundial de Mulheres, Elisa Maria; e da Articulação e Movimento para Travestis e Transexuais de Pernambuco (Amotrans-PE), Chopely Santos.

O argumento das entidades e sindicalistas presentes é que a PEC promove “profundo retrocesso da seguridade social” e que traz “mudanças significativas à previdência”. As alterações propostas pelo Governo Temer e bancada da situação no Congresso Nacional em relação à Reforma da Previdência, são a equiparação de tempo de serviço e de idade entre homens e mulheres e trabalhadores rurais e urbanos para terem o direito à aposentadoria. Todos terão que ter 65 anos de vida e 49 de contribuição ao sistema previdenciário. A reforma também não insere o direito das empregadas domésticas.O STF pediu que o Governo se manifeste sobre o assunto e deve apreciar o caso neste mês de março.

A senadora Fátima Bezerra (PT/RN) disse que a PEC 287 se apresenta na esteira do corte de direitos sociais como uma violência descomunal. “Vivemos tempos de ataque à soberania nacional e criminalização dos movimentos sociais e populares. A agenda do corte de direitos está em curso e as conseqüências são terríveis pelo quanto interfere no papel que o Estado brasileiro deva ter para assegurar nossos direitos”, afirmou a parlamentar que ressaltou que a proposta da PEC 287 é “um escândalo” e que somente um governo “sem voto teria a coragem que mandar a emenda para o Congresso Nacional”.

“A reforma é parte da fatura do golpe que tivemos no nosso país”, afirmou a vice-presidenta da CUT Nacional, Carmen Foro. “As mulheres hoje trabalham muito mais que os homens e por isso merecem ter cinco anos antes de aposentadoria. O futuro, com a reforma da previdência do governo golpista, as mulheres trabalhadoras rurais vão trabalhar 10 anos a mais para se aposentar, as servidoras públicas trabalharão cinco anos e as professoras 15 anos, tornando impossível uma mulher se aposentar no futuro. Querem acabar com a aposentadoria. Ou nós derrotamos a reforma da Previdência ou ela destrói a classe trabalhadora. Temos que nos mobilizar e unir, ir pra às ruas, para combater esse verdadeiro massacre do governo golpista aos direitos dos trabalhadores brasileiros”. acrescentou.

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